domingo, 14 de junho de 2009
Sabores da infância
Pitanga... beira de rio...pescaria... churrasco ou piquenique... sabores de infância. Não de qualquer infância. Sabor da minha infância.
Romã... parreirais... bergamoteiras... e balanço... casa da vovó e do vovô.
De madrugadinha ainda... meio sonolenta, sendo enrolada nos cobertores e carregada por um trilhozinho de tijolos para outra casa, outra cama... cama da vovó e do vovô...
Café da manhã... ovo molinho, bife a cavalo feito na chapa do fogão a lenha... vidros enormes de doce de leite... os doces da vovó...sabor de infância...
Brincadeiras com caixinhas de fósforo e de remédio, muitas construções. "Onde a vaca vai, o boi vai atrás"- música antiga essa, brincava com minha irmã, encenações da música... lembranças da infância.
As primeiras letras, as primeiras palavras... os numerais... lições com vovô.
Lembranças tão nítidas me vem a mente... dos momentos doces vividos. Alegria, diversão e muito amor.
Ao lembrar de tudo isso... lembro até do gosto das pitangas, que hoje em dia, depois de adulta, nem mesmo a época delas lembro. Cresci e não tive mais tempo nem sequer pra saborear pitangas. Talvez porque as pitangas estejam relacionadas a momentos felizes e de calma, em tempos em que parece que a vida não tinha pressa... simplesmente acontecia... e a gente vivia.
Nesses churrascos ou piqueniques na beira do rio, enquanto tentava nadar metida em uma câmara de pneu, ou enquanto vivia aventuras andando de canoa, ou ainda enquanto pescava jundiazinhos ou caranguejos junto com o meu pai, a vida era só alegria.
No pátio do vovô também tinha cerejas, ameixinhas, abacate, peras... mas as minhas preferidas eram pitangas e romãs.
Também brincávamos de casinha, de bonecas... mas essas brincadeiras nunca foram as minhas preferidas. Jogar bola na rua,em frente a casa do vovô ... uma rua que não ainda não era aberta totalmente... essa sim era uma brincadeira interessante. Também as brincadeiras de aula com quadro-negro e tudo...
Bicicleta? um sonho não realizado... excesso de preocupação de um pai cuidadoso demais.
Ah... não poderia esquecer a aventura de começar a ir pra escola e ter que atravessar no colo da mãe o riacho... hoje canalizado... na época a fantasia e a imaginação corriam soltas... parecia uma grande floresta. A mãe tinha que carregar uma das filhas para o outro lado do riacho e voltar buscar a outra.
Infância: lugar de muitas aventuras. Algumas reais, outras imaginárias. Não importa. E aquela vez que vi quase uma sucuri no porão lá de casa??? Ah... nossa casa tinha um porão... enoooorme... onde eram guardadas as ferramentas de trabalho do meu pai e todo tipo de coisa... que aventura era ir ao porão!!!
O meu papagaio... o Rico... companheiro por vários anos na minha infância. Ensinei-o a falar... a cantar... várias quadras de casa ouvia-se ele me chamando nos horários em que estava com fome... parecia que tinha um reloginho... provavelmente seu relógio biológico. Foi nosso único animal de estimação... mas um dia se foi!!!
Cicatrizes... uma ladeirinha... brincadeira... teimosia... uma marca na coxa, segundo minha mãe uma forma de eu ser encontrada caso fosse raptada. Como tudo se explicava mais fácil naquela época...na época da minha infância.
Gostos e sabores que deixaram marcas e saudades. Só sentimos saudades do que foi bom!
Romã... parreirais... bergamoteiras... e balanço... casa da vovó e do vovô.
De madrugadinha ainda... meio sonolenta, sendo enrolada nos cobertores e carregada por um trilhozinho de tijolos para outra casa, outra cama... cama da vovó e do vovô...
Café da manhã... ovo molinho, bife a cavalo feito na chapa do fogão a lenha... vidros enormes de doce de leite... os doces da vovó...sabor de infância...
Brincadeiras com caixinhas de fósforo e de remédio, muitas construções. "Onde a vaca vai, o boi vai atrás"- música antiga essa, brincava com minha irmã, encenações da música... lembranças da infância.
As primeiras letras, as primeiras palavras... os numerais... lições com vovô.
Lembranças tão nítidas me vem a mente... dos momentos doces vividos. Alegria, diversão e muito amor.
Ao lembrar de tudo isso... lembro até do gosto das pitangas, que hoje em dia, depois de adulta, nem mesmo a época delas lembro. Cresci e não tive mais tempo nem sequer pra saborear pitangas. Talvez porque as pitangas estejam relacionadas a momentos felizes e de calma, em tempos em que parece que a vida não tinha pressa... simplesmente acontecia... e a gente vivia.
Nesses churrascos ou piqueniques na beira do rio, enquanto tentava nadar metida em uma câmara de pneu, ou enquanto vivia aventuras andando de canoa, ou ainda enquanto pescava jundiazinhos ou caranguejos junto com o meu pai, a vida era só alegria.
No pátio do vovô também tinha cerejas, ameixinhas, abacate, peras... mas as minhas preferidas eram pitangas e romãs.
Também brincávamos de casinha, de bonecas... mas essas brincadeiras nunca foram as minhas preferidas. Jogar bola na rua,em frente a casa do vovô ... uma rua que não ainda não era aberta totalmente... essa sim era uma brincadeira interessante. Também as brincadeiras de aula com quadro-negro e tudo...
Bicicleta? um sonho não realizado... excesso de preocupação de um pai cuidadoso demais.
Ah... não poderia esquecer a aventura de começar a ir pra escola e ter que atravessar no colo da mãe o riacho... hoje canalizado... na época a fantasia e a imaginação corriam soltas... parecia uma grande floresta. A mãe tinha que carregar uma das filhas para o outro lado do riacho e voltar buscar a outra.
Infância: lugar de muitas aventuras. Algumas reais, outras imaginárias. Não importa. E aquela vez que vi quase uma sucuri no porão lá de casa??? Ah... nossa casa tinha um porão... enoooorme... onde eram guardadas as ferramentas de trabalho do meu pai e todo tipo de coisa... que aventura era ir ao porão!!!
O meu papagaio... o Rico... companheiro por vários anos na minha infância. Ensinei-o a falar... a cantar... várias quadras de casa ouvia-se ele me chamando nos horários em que estava com fome... parecia que tinha um reloginho... provavelmente seu relógio biológico. Foi nosso único animal de estimação... mas um dia se foi!!!
Cicatrizes... uma ladeirinha... brincadeira... teimosia... uma marca na coxa, segundo minha mãe uma forma de eu ser encontrada caso fosse raptada. Como tudo se explicava mais fácil naquela época...na época da minha infância.
Gostos e sabores que deixaram marcas e saudades. Só sentimos saudades do que foi bom!